Indonésia: sobe para 25 número de mortos por vulcão Merapi

    JACARTA - Pelo menos 25 pessoas morreram na erupção do vulcão Merapi, o mais ativo da Indonésia, revela o último boletim divulgado pelas autoridades, na manhã desta quarta-feira. O saldo anterior informava a morte de 13 pessoas. Entre as vítimas está o homem que personificou o Merapi aos olhos dos indonésios, Mbah Marijan, conhecido como "o guarda espiritual" do vulcão. Marijan, de 80 anos, foi encontrado queimado em sua casa, a cerca de 4 km da cratera.

"Ao menos 25 pessoas morreram, incluindo Mbah Marijan, um jornalista e dois socorristas indonésios", disse Banu Hermawan, porta-voz do hospital Sardjito, em Yogyakarta, a grande cidade universitária situada a 25 km da cratera. Um bebê de três meses também está entre as vítimas fatais.

 

Erupção

A explosão do Merapi, de 2.914 metros, foi registrada durante a madrugada de terça-feira, provocando pânico entre a população de suas escarpas, muito férteis e habitadas.

O Merapi está situado no centro de uma região extremamente habitada no centro da Ilha de Java. Mais de um milhão de pessoas vivem sob a ameaça de uma explosão do domo de lava, de nuvens incandescentes e lahars (avalanches de lodo formados pela fluidificação de materiais vulcânicos saturados de água, comportando-se como um fluido viscoso).

As autoridades haviam aumentado ao máximo, na segunda-feira, o nível de alerta ante o risco de erupção iminente. Milhares de pessoas que vivem num raio de 10 km em torno da cratera respeitaram a ordem de retirada, principalmente mulheres, crianças e idosos, acolhidos em centros comunitários ou barracas.

Muitos homens - na maioria, fazendeiros - retornaram às casas ou se recusaram a deixá-las, para tratar de seus animais e plantações. As terras do Merapi são extremamente férteis.