Chavez e Ahmadinejad apregoam 'nova ordem mundial'

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e seu colega iraniano, Mahmud Ahmadinejad, denunciaram nesta quarta-feira o "imperialismo" americano e apregoaram uma "nova ordem mundial".

"Estamos unidos e determinados em acabar com a atual ordem, injusta, que domina o mundo, para substituí-la por uma nova ordem, baseada na justiça", declarou Ahmadinejad.

No último dia de sua viagem ao Irã, Chávez firmou onze protocolos de acordo, que visam, especialmente, a criação de uma empresa petroleira binacional, a construção de uma refinaria na Síria e a participação da venezuelana PDVSA na exploração do campo de gás de South Pars, do qual as companhias petroleiras ocidentais se retiraram devido às sanções adotadas contra o programa nuclear iraniano.

Entre os projetos programados entre os dois países, figura ainda a criação de uma companhia marítima para o transporte de petróleo.

Esta foi a nona visita ao Irã do presidente venezuelano, que realiza um giro pela Europa do Leste e o Oriente Médio.

Após seu encontro com Chávez, o ultraconservador Ahmadinejad celebrou o apoio da Venezuela à República Islâmica.

"A atitude esclarecida e fraternal da Venezuela ao condenar as sanções impostas à nação iraniana pelas potências dominantes demonstra a profundidade e a força de nossas relações bilaterais", enfatizou o presidente iraniano.

Chávez respondeu que a Venezuela se manterá junto ao Irã sejam quais forem as circunstâncias e acrescentou que a cooperação com Teerã é um tema primordial para Caracas. Ele incentivou também aos países independentes que sejam mais fortes para resistir às grandes potências.

O fortalecimento da cooperação bilateral em termos de comércio e energia ocorre no momento em que estes dois setores são fortemente afetados pela decisão do Ocidente de reforçar as sanções contra o Irã por seu programa nuclear.

Os dois países, inimigos declarados de Washington, estão unidos por inúmeros acordos de cooperação - quase 80 no total, segundo o embaixador venezuelano em Teerã - em particular nos setores da energia, bancos e indústria.

Chávez, que já viajou para a Rússia, Belarrus e Ucrânia, continuará com seu giro pela Síria e Líbia.