Protestos reúnem 3,5 milhões na França, segundo sindicato

 

PARIS - Três milhões e meio de pessoas participaram de manifestação nesta terça-feira, na França, no sexto dia nacional de greve e protesto contra a reforma da aposentadoria proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy, anunciou a CGT, primeiro sindicato francês.

Pela última vez antes da votação do texto no Senado, esperado para o final de semana, os franceses foram às ruas em todo o país para demonstrar descontentamento pela reforma que prevê o aumento da idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos.

Sarkozy anunciou nesta terça-feira que tomará medidas contra o bloqueio de refinarias e para garantir a ordem.

"Compreendo a preocupação. Em uma democracia, cada um pode expressar-se. Mas deve fazê-lo sem violência nem excessos", afirmou Sarkozy à imprensa, em Deauville, norte da França, ao final de uma cúpula com a Alemanha e a Rússia.

O presidente francês antecipou que, quando voltar a Paris, fará uma reunião para planejar ações contra os protestos. Também advertiu para a presença de arruaceiros nas manifestações.

A escassez de combustível em um de cada seis postos de gasolina, uma forte mobilização estudantil, com direito a alguns distúrbios, e perturbações no tráfego aéreo marcaram o país nesta terça-feira.

Mais de 2.500 postos de gasolina, dos 12.500 de todo o país, estavam sem combustível, no oitavo dia de greve nas 12 refinarias da França, segundo fontes do setor petroleiro.

O dia é chave na luta dos sindicatos contra o projeto do presidente.

O movimento de protesto, que ganhou a adesão do ensino secundário, foi ofuscado no início da manhã por distúrbios diante de um colégio em Nanterre, subúrbio da zona noroeste de Paris, onde 200 jovens encapuzados - que não estudam na escola - lançaram objetos e bombas de fumaça contra os policiais e incendiaram um veículo.