Grécia pede ajuda à UE para enfrentar crise migratória

O governo grego pediu ajuda à União Européia para que possa ser resolvida a situação de milhares de imigrantes que partem para a Grécia em busca de novas oportunidades.

De acordo com as Nações Unidas (ONU) estas pessoas estão abandonados à própria sorte, após atravessar ilegalmente a fronteira com a Turquia pelo rio fronteiriço Evros.

Ao menos 44 pessoas se afogaram nas águas do rio desde janeiro de 2010 quando tentavam entrar na Grécia clandestinamente, indicou, por sua vez, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que classificou o momento como "crise humanitária".

Segundo os números do primeiro semestre de 2010, mais de 75% das 40.977 pessoas interceptadas quando entravam ilegalmente na União Europeia, por intermédio da Grécia, apontam dados da Agência Européia de vigilância das fronteiras, o Frontex.

Diante da situação o ministro da Imigração grego, Christos Papoutsis declarou que a Grécia "não pode enfrentar mais" esta circunstância.

"Pedimos à União Européia que assuma suas responsabilidades para com nosso país", acrescentou o ministro grego.

Segundo membros de um grupo antirracista, vinte e cinco iranianos que requerem asilo seguiam pelo quinto dia consecutivo em greve de fome, acampando em frente a Universidade de Atenas, no centro da cidade. Além disso os imigrantes reivindicavam o estatuto de refugiado.

Destes, uma jornalista e sete homens chegaram a costurar a própria boca em forma de protesto, denunciou o grupo de esquerda "União contra o racismo e a ameaça fascista", que os sustenta.

Os 25 iranianos uniram-se no dia 14 de outubro a outro grupo de 19 compatriotas que se manifestam desde o início de setembro nos mesmos locais e pela mesma causa.

Desde o início de 2010, a polícia grega interceptou 34 mil pessoas na região do rio fronteiriço Evros, contra apenas 9 mil em 2009.

A UE concedeu à Grécia mais de 300 milhões de euros até 2013 e deu sete milhões de euros de ajuda de urgência em 2008 e 2009.

No início de outubro, a Comissão Europeia prometeu ao país uma ajuda suplementar de 200 milhões de euros.