Greve deixa franceses sem gasolina

A greve contra a reforma no sistema de aposentadorias paralisava na noite desta segunda-feira mais de dois mil postos de gasolina na França, deixando a população sem combustíveis.

Segundo o ministério do Interior, há "problemas no fornecimento" de combustíveis em vários departamentos do país e será acionado um "plano de envio" do produto.

No total, 2.600 postos de gasolina dos 12.500 no território francês sofriam com a falta de combustíveis, agravada pela adesão dos caminhoneiros à greve contra a reforma nas aposentadorias adotada pelo governo conservador de Nicolas Sarkozy.

"Dos 4.800 postos de gasolina nos hipermercados, que distribuem cerca de 60% do combustível na França, de 1.000 a 1.500 estão sem produto", revelou Alexandre de Benoist, delegado geral da União de Importadores Independentes de Petróleo (UIP).

As 12 refinarias da França, que abastecem 220 centros de distribuição de combustíveis e todos os postos de gasolina do país, aderiram à greve.

O protesto foi convocado contra a reforma que aumentará de 60 para 62 anos a idade mínima legal para a aposentadoria, e de 65 para 67 anos a idade para o recebimento da aposentadoria integral.

O ministério do Interior anunciou hoje a ativação de uma "célula interministerial de crise" para garantir "o abastecimento de combustível" no país.

A decisão foi adotada após uma reunião entre Sarkozy e vários ministros para analisar, principalmente, a questão do fornecimento de combustíveis.

O conflito se agravou hoje com a adesão de caminhoneiros, que fazem "operações tartaruga" nos acessos às grandes cidades.

Grevistas bloquearam terminais de transportes urbanos de passageiros e os depósitos de combustíveis, enquanto o tráfego ferroviário seguia perturbado nesta segunda-feira.