China liberta último dos quatro japoneses detidos em zona militar

     PEQUIM - A China pôs em liberdade neste sábado o último dos quatro japoneses detidos há três semanas por terem entrado em uma zona militar, em plena crise diplomática entre Pequim e Tóquio, informou a agência Xinhua. O japonês foi libertado sob fiança pelo Gabinete de Segurança do Estado após assinar uma "declaração de arrependimento", informou a agência oficial. Ele foi interrogado por "filmar ilegalmente instalações militares".

"Sadamu Takahashi deixou o local onde estava em prisão domiciliar, depois de ter concluído os procedimentos legais", indicou a Xinhua. Os outros três japoneses já haviam sido liberados no fim de setembro, "após admitirem ter violado a lei chinesa".

A sociedade Fujita, para a qual o grupo trabalha, indicou que seus funcionários estavam em viagem de negócios na província de Hebei (norte) quando foram detidos.

O incidente aconteceu em um momento de grande tensão entre os dois países, provocado pela interceptação de um barco pesqueiro chinês no mar da China Oriental, zona controlada pelo Japão e reivindicada pela China, no dia 7 de setembro.