Evo Morales sanciona lei contra racismo criticada pela imprensa

      LA PAZ - Uma polêmica lei contra o racismo foi sancionada nesta sexta-feira pelo presidente da Bolívia, Evo Morales, em meio às críticas por parte dos sindicatos de jornalistas em relação à nova regra, que, a seu ver, deixa os meios de comunicação em estado vulnerável. "Aprovamos a lei contra o racismo e a discriminação, que busca a igualdade entre os bolivianos e bolivianas", declarou o presidente depois de assinar a nova norma.

Morales advertiu que a nova lei visa a "descolonizar a Bolívia e evitar a discriminação dos povos indígenas". A nova lei, no entanto, foi alvo de protestos dos parlamentares opositores que a denunciam como um atentado contra a liberdade de expressão.

Cerca de 60 jornalistas também estão em greve de fome em todo o país, e dezenas de profissionais da comunicação realizam protestos em La Paz contra essa lei. Os jornalistas criticam o artigo 16 desta lei que pune até com a suspensão da concessão de meios de comunicação que incorrerem em discriminação.

Também protestam contra o artigo 23 que suspende a imunidade dos jornalistas, que poderão ser julgados ante a justiça por racismo.