Piñera diz que no máximo em 11 dias mineiros, soterrados no Chile, serão resgatados

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou que no máximo em 11 dias deve ocorrer o resgate dos 33 mineiros, soterrados há quase dois meses em uma mina no Deserto de Atacama. Piñera disse que espera que o resgate ocorra até o dia 15 quando inicia uma série de viagens a vários países da Europa. Antes de deixar o Chile, o presidente quer ver concluído o processo de resgate dos trabalhadores.

As informações são da rede estatal de televisão chilena, TVN. Em entrevista coletiva, Piñera afirmou que quer estar presente no momento do resgate dos mineiros – 32 chilenos e um boliviano – por ser uma situação de “grande significado” para o Chile. Inicialmente, a previsão era de resgate na primeira semana de novembro.

Amanhã (5) completa dois meses que os mineiros estão soterrados a 700 metros de profundidade, quando ruiu o principal acesso ao túnel da Mina de San José. Apenas 15 dias depois do acidente que os trabalhadores conseguiram dar sinais de que sobreviveram e aguardavam o resgate.

Os mineiros são mantidos sob vigilância desde então por 24 horas. Há especialistas em saúde, mineração e telecomunicações, além de segurança que fazem o acompanhamento dos mineiros. Ontem (3) à noite duas máquinas das três perfuradoras pararam de funcionar por problemas técnicos. Mas os especialistas avisaram que serão consertadas até quarta-feira (6).

Os trabalhadores soterrados começaram a enviar os objetos pessoais, que acumularam ao longo de quase dois meses presos no subterrâneo da mina. O principal meio de comunicação dos trabalhadores com as famílias e as autoridades são os canais, ligando a superfície e o abrigo onde estão os mineiros.

Os trabalhadores serão retirados do subterrâneo por meio de cápsulas – cujo formato é de gaiolas – até a superfície. Assim que forem resgatados, os mineiros vão ser transportados em ambulâncias até o heliporto, construído em uma área próxima à mina, e, de lá, levados em helicópteros para um hospital de Copiapó, no Atacama.