Policía nigeriana busca autores de duplo atentado da sexta-feira

A polícia nigeriana restreava neste sábado Abuya em busca dos autores do duplo atentado com carro-bomba que matou 12 pessoas na capital na sexta-feira, dia do 50º aniversário da independência, em um ataque reivindicado por um grupo armado do sul do país.

Estes atentados, os primeiros deste tipo na capital, supõem uma escalada da violência na "guerra do petróleo" levada adiante pelo Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (Mend), que reivindicou o atentado, depois de um período de calmaria após a anistia dada a milhares de militantes no ano passado.

"Isso não tem nada a ver com o Delta do Níger", considerou o presidente Goodluck Jonathan, depois de ter visitado feridos nos atentados em um hospital de Abuya. "São terroristas", completou.

"Que alguém trabalhe em uma organização terrorista e tente utilizar o Delta do Níger como camuflagem, é algo totalmente inaceitável", disse o chefe de Estado, originário desta região petroleira da Nigéria.

"As pessoas utilizam o nome do Mend para dissimular atividades criminais e terroristas", disse.

O duplo atentado deixou 12 mortos, segundo a polícia.

"A investigação continua aberta e somos muito otimistas", declarou à AFP um porta-voz da polícia, Moshood Jimoh. "Estamos organizando operações de controle em toda a cidade", completou.

Um ex-líder do movimento, Henry Okah, foi preso neste sábado na África do Sul, onde reside, segundo o Mend, em consequência do atentado. "Foi convocado para ser interrogado devido às pressões do governo nigeriano".

Uma porta-voz dos serviços de inteligência nigerianos confirmou que Okah tinha sido detido, mas não pôde dar mais informação, nem informar sobre se ele permanecia preso.