Rebelião no Equador deixou oito mortos e 274 feridos

A rebelião policial de quinta-feira no Equador deixou oito mortos e 274 feridos, segundo o último boletim sobre a revolta, divulgado na noite desta sexta pelo ministério da Saúde.

Três mortes ocorreram em Quito e cinco em Guayaquil, a segunda cidade do país, e as vítimas eram dois policiais e seis civis.

"Em Quito faleceram dois policiais e um civil, todos por impactos de bala", precisou o ministério da Saúde.

Em Guayaquil morreram "apenas civis, vítimas da violência provocada por delinquentes", que promoveram saques e ataques diante da ausência dos policiais nas ruas.

No boletim precedente, o ministro do Interior, Gustavo Jalkh, havia informado quatro mortos, e o ministro da Saúde, David Chiriboga, relatado 193 feridos, vários gravemente.

No mais grave incidente da revolta, tropas leais ao governo trocaram tiros com policiais rebelados que impediam a saída do presidente Rafael Correa de um hospital, para onde foi levado após ser agredido nos arredores de um quartel tomado pelos revoltosos.

Após intenso tiroteio, militares e policiais leais ao governo resgataram Correa, que seguiu para o palácio presidencial.

Antes do incidente, partidários de Correa foram cercados por quase 100 policiais motorizados quando seguiam para o hospital, no norte de Quito, e atacados com bombas de gás lacrimogêneo, pedras e tijolos.

A rebelião foi deflagrada após a aprovação da lei que reduz benefícios salariais de policiais e militares.

Durante os protestos, policiais e militares assumiram o controle de diversos quartéis e das instalações da TV estatal do Equador, que parou de transmitir.

Os rebeldes também ocuparam a Assembleia Legislativa e o Aeroporto Internacional de Quito.

Correa designa novo chefe da Polícia após rebelião

O general Fausto Franco assumiu nesta sexta-feira o comando da Polícia do Equador, após a saída de Freddy Martínez, que renunciou em razão da rebelião de policiais contra a redução de seus benefícios salariais.

Franco foi designado por Correa, que fará um expurgo na Polícia após a revolta na véspera, assinalou nesta sexta-feira o ministro do Interior, Gustavo Jalkh. Durante a revolta, policiais rebelados impediram a saída de Correa de um hospital, para onde o presidente foi levado após ser agredido nos arredores de um quartel tomado pelos revoltosos.

Correa foi finalmente resgatado por tropas leais ao governo, que travaram um intenso tiroteio diante do hospital. A rebelião deixou quatro mortos e 193 feridos. Policiais e militares rebelados também ocuparam diversos quartéis, as instalações da TV estatal do Equador, a Assembleia Legislativa e o Aeroporto Internacional de Quito.

Ao prestar juramento, Franco pediu aos agentes de "diferentes patentes que realizem seu trabalho com afinco, perseverança e paixão visando um país livre da delinquência". "Estamos dispostos a mudar e realizaremos esta mudança", destacou o novo comandante da Polícia.