Lula apoia presidente do Equador e chama ação de policiais de tentativa de golpe de Estado

      SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como tentativa de golpe de Estado as manifestações de policiais e militares do Equador. Em entrevista coletiva concedida em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, o presidente declarou apoio incondicional ao presidente equatoriano Rafael Correa. “Rafael Correa é um grande presidente e precisa ser respeitado”, disse Lula a jornalistas. “Vamos apoiá-lo sem restrições”, enfatizou. Segundo Lula, todos os chefes de Estado dos países sul-americanos têm a mesma posição.

Lula disse que conversou ontem com o presidente da Venezuela, Hugo Chavéz, e ele também declarou seu apoio ao presidente do Equador. “Todos nós, presidentes democratas, precisamos condenar veementemente essa tentativa de golpe no Equador”, complementou Lula. Lula disse também que pretende falar ainda hoje com Correa. Ontem, Lula tentou falar com o presidente equatoriano, mas não conseguiu pois ele estava no hospital.

Mais de 800 militares da tropa da Polícia Nacional do Equador se rebelaram ontem, em Quito, em protesto à suspensão do pagamento de bônus, gratificações e promoções. Eles chegaram a manter o presidente Rafael Correa refém por algumas horas no Hospital da Polícia de Quito. Ele já foi retirado do local.