Chanceleres da Unasul viajam ao Equador para apoiar Correa

 

Os chanceleres de Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai e Colômbia, viajaram nesta sexta-feira para o Equador para manifestar o apoio da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) ao presidente Rafael Correa, depois de uma cúpula de mandatários na capital argentina.

"O caminho do golpismo que começou em Honduras não terminou. O objetivo disto é atacar os governos progressistas e a democracia na América Latina", declarou o chanceler argentino Héctor Timerman antes de embarcar.

"O que aconteceu no Equador é um golpe, não há outra explicação", insistiu o chanceler, atribuindo a ação "a setores monopólicos e concentrados da economia".

Com Timerman viajaram os chanceleres David Choquehuanca, da Bolívia, e Luis Almagro, do Uruguai. Em outro voo viajaram María Angela Holguín, da Colômbia, Alfredo Moreno, do Chile, e Antônio Patriota, vice-chanceler do Brasil.

Rafael Folonier representará o secretário-geral da Unasul, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner.

A viagem dos chanceleres foi decidida pelos presidentes da Unasul reunidos com urgência na madrugada desta sexta-feira em Buenos Aires para abordar a situação do Equador.

Em um documento de seis pontos, os mandatários "condenaram energicamente a tentativa de golpe de Estado e o posterior sequestro do presidente Rafael Correa", ocorridos na quinta-feira no Equador.

Pouco depois da partida dos ministros, embarcou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que antes de viajar explicou por que a viagem ao Equador é feita por chanceleres e não presidentes.

"Uma viagem dos presidentes tem outra conotação. Esta decisão de que os chanceleres viajem é a correta, dado que houve um desfecho (em Quito). Tudo tem seu momento", afirmou o presidente venezuelano.