OEA fará reunião de emergência para tratar da crise no Equador

A Organização dos Estados Americanos (OEA) anunciou nesta quinta-feira que convocou uma reunião de emergência pra tratar da crise no Equador. O Conselho Permanente da OEA "se reunirá em uma sessão extraordinária nesta quinta-feira, 30 de setembro", às 14h30 locais (15h30 de Brasília) para "considerar a situação no Equador", indicou o órgão em comunicado.

Tentativa de golpe 

Militares e policiais protagonizam uma revolta no país, considerada pela imprensa como uma tentativa de golpe. Foi aprovada pela Assembleia Nacional, na última terça-feira, a lei do serviço público, que remove prêmios e benefícios dos policiais. A eliminação dos benefícios econômicos foi rejeitada pelos policiais, que protestaram em várias cidades do Equador. Um grupo de cerca de 150 policiais da Força Aérea tomou a pista o aeroporto internacional de Quito.

A situação política ficou tensa nesta quinta-feira no Equador, quando uma ministra de Correa afirmou que o presidente estudava a possibilidade de emitir um decreto dissolvendo a Assembleia Nacional, em função de um conflito interno com seu movimento político que vem freando a promulgação de leis cruciais para seu projeto socialista.

Em discurso proferido nesta quinta-feira na janela do regimento do exército, o presidente Rafael Correa chamou os manifestantes de "bandidos" e disse que "se quiserem me matar, que me matem."

Após discursar na janela do regimento, Correa foi atingido por bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela polícia e levado ao hospital. Segundo a TeleSur, o presidente foi atendido e já está retornando ao palácio do governo, onde deverá fazer um pronunciamento à população.

O chefe do comando das Forças Armadas do Equador, Ernesto González, garantiu que estão subordinados à autoridade de Correa.