Correa se reúne com militares em hospital de Quito

O presidente equatoriano Rafael Correa está reunido neste momento, no Hospital da Polícia Nacional, em Quito, com representantes das forças policiais que se rebelaram no país nesta quinta-feira. Também estão presentes ao encontro os ministros das Finanças, Patricio Rivera, das Relações Exteriores, Ricardo Patiño, da Política, Doris Solis, e das Relacões Trabalhistas, Richard Espinosa. As informações são da agência Andes.

O chefe de Estado está abrigado no hospital após ter sido agredido por manifestantes em praça pública. Enquanto ocorria a reunião, o inspetor de polícia Euclides Mantilla foi ao pátio do Regimento Quito nº 1 para acalmar os militares que protestavam.

Protestos

Os distúrbios registrados no Equador têm origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para reduzir os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam no legislativo projetos do governante.

Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão, e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que há uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção no Equador - com militares convocados para garantir a segurança nas ruas. Mesmo assim, milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.