Correa descarta diálogo com policiais rebelados

O presidente do Equador, Rafael Correa, descartou nesta quinta-feira dialogar com os policiais rebelados que o mantém cercado em um hospital de Quito para protestar contra cortes salariais.

Em entrevista por telefone à TV Nacional, Correa afirmou que "só morto" negociará com os policiais enquanto for mantida a rebelião.

"Com isto em andamento esqueçam qualquer acordo ou diálogo", disse o presidente no Hospital da Polícia, para onde foi levado após ser agredido durante os protestos.

"Enquanto continuarem com estas medidas não há como dialogar, nada a acertar, não me tragam nada para assinar".

Na mesma entrevista, Correa acusou os policiais rebelados de impedirem sua saída do hospital: "não me deixaram sair (...) cercaram todas as saídas".

"Na realidade, nas primeiras horas não podia sair porque tinha soro e porque estavam tratando a minha perna. Mas há algumas horas eu estava pronto para sair e não pude porque não desbloquearam as saídas".

Correa recentemente operou o joelho e caminha com a ajuda de um andador.

"Obviamente, isso é sequestro, sequestraram o presidente", completou.

Correa foi agredido nesta quinta-feira pela manhã quando foi a um quartel falar com policiais que protestavam contra o corte de benefícios, previsto por uma lei destinada ao serviço público.