Corpos de mineiros mortos no México chegam na sexta ao Estado

Os corpos dos mineiros Juliard Aires Fernandes, 20 anos, e Hermínio Cardoso dos Santos, 24 anos, chegam na madrugada de sexta-feira a Minas Gerais, informou nesta quarta-feira a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado. Os dois brasileiros foram confirmados entre as vítimas de uma chacina que deixou 72 mortos em Tamaulipas, no norte do México, em agosto. Na semana passada, um casal do Pará também foi identificado entre os mortos.

De acordo com a secretaria, os corpos devem chegar por volta das 3h no aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte. Eles serão transportados em um voo da Copa Airlines que sai da Cidade do México na quinta-feira, às 7h15 no horário local. Antes de pousar em Minas Gerais, haverá uma conexão na Cidade do Panamá.

A previsão é que a Receita Federal e a (Anvisa) liberem os corpos por volta das 9h. Após os procedimentos aduaneiros, o transporte será realizado de carro por uma funerária de Belo Horizonte até as cidades de Santa Efigênia e Sardoá, onde moram os familiares dos mineiros. A viagem deve levar cerca de cinco horas.

Ainda segundo a secretaria, o traslado dos corpos foi pago pelo governo do Estado, do México até Belo Horizonte. Para levar os corpos até o interior do Estado, uma funerária da capital mineira se ofereceu para realizar o serviço gratuitamente, de acordo com o governo. Despesas com os funerais dos jovens também devem ser pagas pelo governo.

Brasileiros vítimas

Hermínio Santos saiu da cidade de Sardoá, próxima a Santa Efigênia de Minas, onde estava Juliard Fernandes, para seguirem juntos em direção aos Estados Unidos via fronteira do México, segundo informações dos parentes dos dois. Inicialmente, apenas o corpo de Juliard foi identificado. Dias depois veio a confirmação de Hermínio. As outras vítimas brasileiras são da cidade de Rondon do Pará (PA).

O governo do México atribuiu a chacina ao cartel de tráfico de drogas e pessoas denominado Los Zetas. Integrantes desse grupo armado foram presos. Paralelamente, o presidente mexicano, Felipe Calderón, anunciou uma série de medidas de austeridade para combater o narcotráfico e as ações ilegais envolvendo imigrantes.

Na semana passada, o cônsul-geral do Brasil no México, Márcio Araújo Lage, disse que ainda havia corpos à espera de identificação na Cidade do México, mas que provavelmente não havia mais brasileiros entre eles.

Familiares e amigos de cidadãos brasileiros que tenham partido para a região norte do México, no período do massacre, e que tenham perdido contato desde então com os mesmos, devem fazer contato com o Núcleo de Assistência a Brasileiros, do Ministério das Relações Exteriores, por meio dos números (61) 3411-8804/8805/8818/8809/9718, ou no e-mail [email protected], para passar informações que podem ser úteis na identificação de outras possíveis vítimas brasileiras no México.