Presidente do Paraguai condena atos terroristas no país

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, disse neste sábado (25) que não vai tolerar atos terroristas durante seu governo. Policiais e guerrilheiros do Exército do Povo Paraguaio (EPP) estão em confronto desde sexta-feira (24), após a morte de Nimio Cáceres Cardozo, um dos líderes do grupo guerrilheiro.

Pela manhã, Lugo reuniu-se com o ministro do Interior, Rafael Filizzola, e com o comandante da Polícia Nacional, José Visitación Giménez, que forneceram todas as informações sobre os conflitos.

A morte de Cardozo, apontado como responsável por uma série de assaltos e assassinatos no país, representa a terceira baixa do EPP nos últimos 60 dias. Ontem, os policiais do serviço antissequestro do Paraguai localizaram um acampamento do EPP, na região de Rhea Hugua, no estado de Design. No local, havia dez pessoas, várias barracas, explosivos e granadas, além de objetos pessoais.

O EPP é um grupo guerrilheiro que se declara marxista e leninista. Há indicações de que o grupo mantém estreitas ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), guerrilha acusada de vários crimes, como envolvimento com o narcotráfico, sequestros, mortes e assaltos em países da América Latina.