Colonos israelenses criticam discurso de Obama na ONU

Os representantes dos colonos israelenses da Cisjordânia criticaram nesta quinta-feira o chamado do presidente americano, Barack Obama, ao término da colonização judaica, lançado durante um discurso na ONU que um alto funcionário israelense qualificou de "equilibrado".

O "Conselho de Localidades Judaicas de Judeia-Samaria", principal organismo representativo de 300.000 colonos judeus, acusou Obama de "ter cedido às ameaças dos palestinos de abandonar a mesa de negociação caso não atendessem suas condições" sobre o prolongamento da moratória para a construção dos assentamentos nesse território palestino ocupado, que termina no fim do mês.

"Se o presidente Obama quer jogar aos intermediários, deve fazer o (presidente palestino Mahmoud) Abbas e seus colegas entenderem que as ameaças, a chantagem e as condições são inaceitáveis", disse o presidente do conselho de colonos, Danny Dayan, em comunicado.

Por outro lado, um alto funcionário israelense, citado pela rádio pública, julgou o discurso de Obama como "equilibrado", afirmando que o presidente americano não assumiu como próprias as exigências palestinas apesar de ter reafirmado ser a favor de um congelamento da colonização.

Obama lembrou na quinta-feira na sede da ONU em Nova York a posição dos Estados Unidos. "Pensamos que a moratória deverá prolongar-se", afirmou.