Colômbia diz que Operação Sodoma contou com 800 homens e 72 aeronaves

 

A operação "Sodoma", na qual morreu o chefe militar das Farc, Luis Suárez, conhecido como Jorge Briceño e Mono Jojoy, foi preparada em menos de cinco dias e envolveu em torno de 800 homens e 72 aeronaves equipadas com bombas inteligentes, disseram fontes militares à AFP.

"A informação foi recebida na semana passada e pôde ser confirmada no domingo, depois da qual foi organizada a operação, denominada 'Sodoma'", afirmaram à AFP nesta quinta-feira fontes da inteligência do Exército.

De acordo com uma delas, os dados entregues às autoridades foram "tão precisos que praticamente era como se tivessem obtido o endereço de uma residência" e, por isso, o bombardeio teve "o êxito que queríamos".

No ataque, no qual foram utilizadas 72 aeronaves que transportaram em torno de 600 homens, morreram ao menos 20 integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

As fontes estimam que em torno de 800 homens estavam envolvidos na operação que ocorreu no meio da selva do departamento de Meta, considerado por muito tempo um "santuário" dos rebeldes.

A informação recebida pelas autoridades permitiu também estabelecer os pontos-chave dos três anéis de segurança de Mono Jojoy, e sobre eles se concentrou o ataque dos 30 helicópteros do Exército utilizados na operação.

Aviões Super Tucano e KFir da Força Aérea atacaram com bombas "inteligentes" a fortaleza onde estava Jojoy, acompanhado de outros dirigentes das Farc, como Carlos Antonio Lozada, Mauricio Jaramillo ('El médico') e Henry Castellanos ('Romaña'), além de várias mulheres.

A operação Sodoma, que começou na quarta-feira na madrugada e foi concluída nesta quinta-feira com o ingresso das tropas no bunker de Jojoy, incluiu membros das Forças Especiais do Exército, fuzileiros navais e em torno de 60 homens de elite da polícia, apoiados pela Força Aérea.