Dois religiosos iranianos recomendam matar quem queimar o Alcorão

Agência AFP

TEER - Dois importantes religiosos iranianos recomendaram nesta segunda-feira a morte das pessoas que queimarem o Alcorão, segundo informou a agência de notícias Fars.

"Do ponto de vista da jurisprudência, é obrigatório e necessário opor-se a tais pensamentos e é obrigatório matar as pessoas que tenham cometido este ato", declarou o aiatolá Hossein Nuri Hamedani.

Na mesma linha de raciocínio, o aiatolá Nasser Makarem Chirazi recomendou a mesma atitude, desde que depois de consultado um "juiz religioso".

"Certamente se pode derramar o sangue da pessoa que queima um exemplar do Alcorão. Mas, sobre esta questão, nenhuma ação pode ser tomada sem a permissão de um juiz religioso", afirmou o aiatolá Chirazi.

Vários representantes iranianos, incluindo o presidente Mahmud Ahmadinejad, classificaram de "complô sionista" a iniciativa de uma igreja americana de querer queimar exemplares do Alcorão por ocasião do nono aniversário dos atentados de 11 de Setembro.

O pastor desistiu da ideia, mas um grupo de cristãos arrrancou as páginas de alguns exemplares do Alcorão diante da Casa Branca no sábado.

Cerca de 500 pessoas se manifestaram nesta segunda-feira contra os Estados Unidos diante da embaixada da Suíça no norte de Teerã para protestar contra a ordem de queimar o Alcorão.

A embaixada suíça representa os interesses americanos no Irã desde a ruptura das relações diplomáticas entre Washington e Teerã depois da revolução islâmica em 1979.