México prende mais sete suspeitos de envolvimento em massacre

Renata Giraldi, Agência Brasil

BRASÍLIA - Autoridades mexicanas prenderam mais sete suspeitos de envolvimento no massacre de 72 imigrantes, na fronteira daquele país com os Estados Unidos. O porta-voz da Segurança Nacional, Alejandro Poiré, disse que os suspeitos têm ligações com o cartel de Los Zetas, que atua com tráfico de drogas e pessoas. Segundo ele, os presos foram levados para a Procuradoria-Geral da República, que coordena as investigações sobre a chacina.

As informações são da Presidência da República. De acordo com Poiré, durante a operação, foram libertados três reféns que estavam sob poder dos criminosos. Segundo ele, as prisões ocorreram depois de um tiroteio entre militares da Marinha mexicana e os criminosos, na região de San Fernando, no estado de Tamaulipas onde ocorreu a chacina dos imigrantes.

Com os suspeitos, foram encontrados armas de alta potência e três carros. Também foi localizada uma vala com alguns corpos enterrados. Anteontem (6), Poiré anunciou a prisão de quatro pessoas e a morte de três suspeitos de envolvimento com o massacre.

Das 72 vítimas, somente o corpo do brasileiro Juliard Aires Fernandes, 20 anos, foi identificado. A expectativa é que Hermínio Cardoso dos Santos, 24 anos, tenha o corpo identificado nos próximos dias, já que os documentos dele foram encontrados no local do crime.

O massacre ocorreu no final do mês passado, na fronteira do México com os EUA. Os criminosos amarraram, amordaçaram e colocaram as vítimas de costas para as paredes, em uma fazenda isolada. Depois, eles fuzilaram os imigrantes. Segundo autoridades mexicanas, as vítimas haviam se negado a trabalhar como matadores de aluguel para mafiosos daquele país.

O equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla contou que o grupo, formado por homens e mulheres, pretendia chegar aos Estados Unidos. Entre as vítimas, há equatorianos, salvadorenhos, hondurenhos e brasileiros.