Rapper crê que "armadilhas" o tiraram da corrida presidencial do Haiti

Agência AFP

PORTO PRÍNCIPE - O cantor de hip-hop Wyclef Jean denunciou "armadilhas" e a "violação" da Constituição do Haiti por parte do Conselho Eleitoral Provisório (CEP) para tirá-lo da corrida presidencial, segundo declarações feitas a meios de comunicação nesta segunda-feira.

"Antes mesmo de começar o trabalho, os amigos do Haiti e do exterior me advertiram que iam fazer armações para bloquear minha candidatura. Resultado: o CEP acabou fazendo", desabafou Wyclef Jean em mensagem.

"Eles violaram a Constituição em favor de suas famílias e amigos que vivem com o dinheiro do povo", denunciou o músico.

Inicialmente, Wyclef Jean havia dito que respeitaria a decisão do CEP de não deixá-lo apresentar-se às eleições presidenciais de 28 de novembro. Mas domingo, através de sua conta no Twitter, disse que pensava em apelar da decisão.

Dos 34 candidatos que se apresentaram, a CEP vetou 19, incluindo os seis que vivem no exterior, entre eles o astro do hip-hop.

Nascido no Haiti, Wyclef Jean vive nos Estados Unidos desde os 9 anos. As normas eleitorais estabelecem que para apresentar-se como candidato, um postulante deve comprovar residência no país caribenho nos cinco anos anteriores ao pleito.