Presidente sudanês, acusado de genocídio, está no Quênia

Agência AFP

NAIRÓBI - O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, acusado de genocídio, se encontra nesta sexta-feira no Quênia, país signatário do estatuto de Roma, o que obriga Nairóbi a cooperar com a Corte Penal Internacional (CPI) que emitiu ordens de prisão contra o chefe de Estado sudanês.

Al-Bashir, procurado pela CPI para responder às acusações de genocídio e crimes de guerra na província de Darfur, está em Nairóbi para assistir à promulgação da nova Constituição do Quênia.

Antes do presidente sudanês chegar à cerimônia, a organização de defesa dos direitos humanos com sede em Nova York Human Rights Watch (HRW) pediu às autoridades quenianas a "prisão ou o impedimento de entrada" de Bashir.

"O Quênia é um Estado integrante da CPI. O tratado que a criou, o estatuto de Roma, exige dos Estados que cooperem com a corte, o que inclui cumprir as ordens de captura", afirma a HRW em um comunicado.

Acusado desde o ano passado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, o presidente sudanês está, desde 12 de julho, sob uma nova ordem de prisão da CPI, desta vez por genocídio.

A região de Darfur está em guerra civil há sete anos, com um balanço de 300 mil mortos segundo a ONU, e 10 mil segundo Cartum.