Presidente paquistanês diz que recuperação das inundações levará anos

Agência AFP

ISLAMABAD - O presidente do Paquistão, Assif Ali Zardari, disse que levará vários anos para que o país se recupere das devastadoras inundações, que já mataram cerca de 1.500 pessoas e afetaram 20 milhões de habitantes.

"A estimativa de vocês é tão boa quanto a minha, mas três anos é o mínino", afirmou Zardari aos jornalistas, quando indagado quanto tempo levaria para o Paquistão, um país com 167 milhões de habitantes, resolver os problemas resultante da tragédia, como a reconstrução e a reabilitação depois das inundações.

"Acho que o Paquistão jamais de recuperará totalmente, mas continuaremos em frente", acrescentou o presidente, assinalando que o governo - criticado pela lentidão de sua resposta para ajudar os flagelados - estava esforçando-se por proteger as pessoas de desastres similares no futuro.

O alto funcionário americano Dan Feldman, assistente do representante especial para o Afeganistão e Paquistão, disse à imprensa em Washington que uma reunião realizada na semana passada pela Assembleia Geral das Nações Unidas foi "um momento culminante para impulsionar os esforços para ajudar o Paquistão.

"De acordo com nossas estimativas, 30 países prometeram mais de 700 milhões de dólares, incluindo nossa própria promessa de 150 milhões de dólares", afirmou Feldman, sem dar detalhes sobre as cifras destinadas por cada país.

As enchentes provocadas há quase um mês pelas chuvas de monção, de violência sem precedentes, afetaram 20% do território paquistanês.

No noroeste e nordeste, as zonas mais afetadas quando começaram as inundações, assim como no centro, as águas começaram a baixar, revelando aldeias destruídas e campos de lodo.

Em pleno Ramadã, milhões de paquistaneses sobrevivem em acampamentos administrados pelas autoridades, pela ONU ou por organizaçõs não governamentais. No entanto, a maioria não tem um teto onde dormir ou permanece em abrigos precários, sem alimentos, água potável ou remédios.