Presidente afegão assina decreto que proíbe empresas de segurança

Agência ANSA

CABUL - O presidente afegão, Hamid Karzai, assinou nesta terça-feira o decreto que fixa um prazo de quatro meses, conforme anunciado na véspera, para a dissolução total das empresas privadas de segurança que operam no país.

"Aprovo a dissolução total das companhias privadas de segurança, afegãs e internacionais, num prazo de quatro meses", escreveu Karzai no decreto.

Na véspera, o porta-voz do governo havia anunciado que Karzai fixaria um prazo de quatro meses para que as empresas privadas de segurança que operam no Afeganistão sejam totalmente dissolvidas.

Quase 40.000 pessoas trabalham no Afeganistão no crescente setor de segurança. As companhias internacionais prestam frequentemente serviços às forças internacionais, ao Pentágono, à representação da ONU, às empresas responsáveis por administrar as ajudas recebidas pelo país, às ONGs e aos meios de comunicação ocidentais.

Os empregados destas companhias são, em sua maioria, afegãos, e os diretores costumam ser estrangeiros - com frequência ex-militares - que recebem salários consideráveis.