DNA: ex-campeão do xadrez, Bobby Fischer, não é pai de menina filipina

Agência AFP

REYKJAVIK - O lendário enxadrista Bobby Fischer, já falecido, não é pai de uma menina filipina de 9 anos, demonstraram exames de DNA feitos com amostras de seu cadáver, informou esta terça-feira o advogado de uma japonesa que também reivindica a herança do ex-campeão.

Os resultados, entregues esta terça-feira a um tribunal de Reikjavik, "mostram que Fischer não pode ser o pai desta menina", como dizia a mãe dela, declarou à AFP Arni Vilhjalmsson.

Jinky Young, nascida em 2001, quando Bobby Fischer morava nas Filipinas e frequentava a casa de sua mãe, "está fora da corrida" pela herança, disse.

O advogado islandês representa os interesses de Miyoko Watai, que diz ter se casado com Bobby Fischer em 2004, quando estava detido no Japão, e reivindica sua fortuna, estimada em dois milhões de dólares.

Fischer ficou detido durante vários meses no Japão, onde morava na ocasião, depois de um pedido de extradição dos Estados Unidos, que o acusava de ter participado de uma partida, em Belgrado, em plena guerra da Iugoslávia, em 1992.

Após obter a nacionalidade islandesa do Japão, o conflituoso enxadrista se mudou para a Islândia, onde morreu em 2008, aos 64 anos.

Seus restos mortais foram exumados em 5 de julho passado para obter a amostra de DNA, após autorização da Suprema Corte islandesa, em junho.

O jogador virou lenda do xadrez ao derrotar, em uma partida histórica, em 1972, o campeão mundial soviético, Boris Spassky, em plena guerra fria.