Colômbia desestima possível pedido de extradição de presidente eleito

Agência AFP

BOGOTÁ - O governo da Colômbia menosprezou a possibilidade de que a justiça do Equador peça em extradição o presidente eleito Juan Manuel Santos, que assumirá no próximo sábado.

"A chancelaria e o governo colombianos foram muito claros em afirmar que não reconhecem nenhum poder jurídico ao juiz Sucumbíos, pelo que isso não tem nenhuma relevância", disse nesta quarta-feira o ministro do Interior, Fabio Valencia Cossio, ao comentar o fato de a justiça equatoriana ter começado a examinar o processo de solicitação de Santos em extradição.

Santos é processado no Equador por assassinato, devido a que, em 2008, ordenou, quando era ministro da Defesa, o bombardeio de um acampamento da guerrilha das Farc em território equatoriano, no qual morreram 25 pessoas.

Nesta terça-feira, o procurador equatoriano Carlos Jiménez confirmou ter solicitado a extradição de Santos.

A Colômbia sustenta que o ataque ao acampamento das Farc no Equador foi uma ação do Estado e, portanto, não caberiam responsabilidades individuais.