Chávez quer 'virar a página' com Colômbia e reúne chanceleres

Agência AFP

CARACAS - Poucas horas depois da posse no novo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, na tarde deste sábado, em Bogotá, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou que os chanceleres da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Colômbia, María Ángela Holguín, vão se reunir neste domingo na capital colombiana para começar a recompor as relações bilaterais.

Chávez, que faltou à posse de Santos, ainda disse estar disposto a se reunir com o novo presidente da Colômbia e "virar a página" do conflito com a país vizinho, com o qual rompeu relações há duas semanas. "Estou disposto a virar a página e olhar para o futuro. Estou disposto, presidente Santos", afirmou Chávez em um ato político, transmitido pela emissora estatal VTV.

Para isso, o venezuelano ordenou que seu chanceler expresse a sua colega colombiana, Mariangela Holguín, durante a reunião marcada para este domingo, seu desejo de se reunir "cara a cara" com Santos em Caracas ou em Bogotá. "Se ele (Santos) não puder vir nos próximos três ou quatro dias, eu estaria disposto a ir a uma reunião na Colômbia".

Antes das declarações de Chávez, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, já havia dito que prevê "coisas positivas" no futuro das relações diplomáticas com a Colômbia após a posse de Santos. As afirmações foram feitas por meio de comunicado oficial. "Colômbia e Venezuela podem esperar coisas positivas. Os governos das duas repúblicas iniciam uma nova fase das relações diplomáticas", diz a nota da chanceleria venezuelana.

Em sua chegada a Bogotá, para onde viajou neste sábado, Maduro transmitiu uma "mensagem de amor e de futuro" da parte do presidente Hugo Chávez, que se mostrou "otimista" na sexta-feira sobre uma possível solução para a crise bilateral com a Colômbia.

Crise

O presidente Juan Manuel Santos tomou posse em plena crise diplomática com a Venezuela, país que rompeu relações com Bogotá após ter sido acusado de dar abrigo a cerca de 1,5 mil guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). No dia 22 de julho, Caracas suspendeu as relações com Bogotá, depois da apresentação, pela Colômbia, à Organização de Estados americanos (OEA) de documentos, principalmente fotográficos, atestando essa presença.