Chávez pede que Farcs libertem todos os reféns

Da Redação, Jornal do Brasil

CARACAS - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aconselhou no domingo a guerrilha colombiana a libertar todos os reféns, como parte de um novo processo de paz vivido na Colômbia, com a chegada ao poder de Juan Manuel Santos. Chávez, insistiu neste domingo na necessidade de um diálogo construtivo com a Colômbia e exortou Santos a reconstruir as relações bilaterais rompidas durante o governo do antecessor Alvaro Uribe.

Faço o meu apelo ao presidente Juan Manuel Santos, pelo respeito, pelo diálogo construtivo, pelo pensar e agir de forma soberana, para ser fiel à vontade de nossos povos irmãos pela paz e pelo progresso , escreveu Chávez, em sua coluna semanal na imprensa.

Santos e Chávez vão reunir-se na terça-feira em Bogotá para tratar da crise diplomática entre os dois países, anunciou domingo a chanceler colombiana, María Ángela Holguín, após encontro com o chnaceler da Venezuela, ocorrido domingo.

O novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ofereceu diálogo à guerrilha de seu país caso abandone a violência e interrompam os sequestros, em seu discurso de posse no sábado, em Bogotá.

Aos grupos armados ilegais que invocam razões políticas e hoje falam mais uma vez em diálogo, digo que meu governo estará aberto a qualquer conversa que busque a erradicação da violência e a construção de uma sociedade mais próspera, equitativa e justa disse Santos.

O presidente afirmou que o eventual diálogo deve ocorrer sobre as premissas inalteráveis da renúncia às armas, ao sequestro, à extorsão, ao narcotráfico e à intimidação .

Sobre a guerrilha, Chávez declarou:

A guerrilha deveria manifestar-se pela paz, mas de forma contundente. Por exemplo, com a libertação de todos os sequestrados disse Chávez, acusado na OEA, por Bogotá, de dar refúgio a guerrilheiros.

A guerrilha colombiana das Farc completou 46 anos em maio e está em seu pior momento militar, obrigada a recorrer a uma estratégia de pequenos golpes, emboscadas e atentados. Com um contingente estimado entre 6 mil e 7 mil homens, contra os 20 mil de oito anos atrás, as Farc mantêm presença em zonas de plantação de coca, da qual obtêm entre US$ 400 e 600 milhões por ano.

Há uma semana, em um vídeo, Alfonso Cano, o chefe máximo das Farc, pediu a Santos dar início a negociações de paz.