Amorim vai a Israel para ajudar em acordo de paz na região

Agência Brasil

JERUSALÉM - O Brasil reiterou a Israel que se dispõe a cooperar nas negociações por um acordo de paz no Oriente Médio. A posição foi confirmada durante a visita do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ontem, em Jerusalém. No encontro, o israelense informou que deverá ser adiada a viagem a Brasília que estava prevista para o próximo mês. Ainda não há definição de nova data.

O presidente Lula foi estimulado a participar de certas conversas [em busca de um acordo de paz]. Há um interesse em diálogo com vistas à paz. Vim trazer um pouco essas impressões. Obviamente essas coisas não permitem reações imediatas , disse Amorim, em entrevista coletiva, concedida em Jerusalém.

O chanceler afirmou que a reunião com Netanyahu foi bastante produtiva. Vi que ele [o primeiro-ministro] ouviu tudo com muito interesse e fazia anotações. [Lembrei que nós, no Brasil,] recebemos vários emissários palestinos. Foi uma conversa interessante.

Há cerca de dois anos, as negociações entre palestinos e israelenses foram suspensas. Desde 2007, a região da Faixa de Gaza está submetida a um embargo econômico imposto por Israel. Recentemente foi autorizada a entrada de bens de consumo, como alguns tipos de alimentos, brinquedos, medicamentos e roupas. Mas a entrada de material para confecção de explosivos está vetada. A lista de proibições inclui material de construção.

As autoridades israelenses alegam que o bloqueio foi imposto por causa das pressões e ameaças do movimento Hamas, que assumiu o controle do território. Porém, as discussões ganharam mais força depois que Israel atacou uma frota com ajuda humanitária, em 31 de maio, provocando a morte de nove pessoas e deixando 30 feridas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se manifestou contrário ao bloqueio econômico imposto na região. Em discurso em Brasília, Lula comparou o embargo às ações terroristas. De forma semelhante pensa parte da comunidade internacional. A Organização das Nações Unidas (ONU) informou não apoiar as restrições.