Irã vai impor condições para retomar negociações do programa nuclear

Agência ANSA

TEERÃ - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou nesta quarta-feira que seu governo está pronto para retomar as negociações sobre seu programa nuclear, mas que isto só ocorrerá se as potências mundiais aceitarem algumas condições.

O mandatário informou que estas condições serão anunciadas "em breve" e destacou que "a nação iraniana agirá de modo que o inimigo se arrependerá", ao referir-se à nova rodada de sanções aprovada na última quarta-feira pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O pacote, entre outras coisas, impede que o Irã compre armas pesadas e recomenda os outros países a bloquearem transações comerciais com bancos iranianos que podem ter ligação com o programa nuclear.

As sanções receberam o respaldo de 12 nações que compõem o CS da ONU, incluindo as cinco com poder de veto (Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China), enquanto Brasil e Turquia reprovaram e o Líbano se absteve. O organismo é formado por 15 membros, sendo que cinco são permanentes e 10 rotativos.

Brasil e Turquia assinaram em maio um acordo com o governo de Ahmadinejad durante uma viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Irã. O documento estabelece que Teerã envie 1,2 tonelada do combustível nuclear enriquecido em 3,5% a outro país, onde será enriquecido a 20%.

Parte da comunidade internacional, principalmente França e Estados Unidos, acredita que o programa nuclear iraniano tem fins militares e ameaça a segurança mundial, já que é possível um ataque do Irã a Israel.

Também hoje, Ahmadinejad disse que, "entre os objetivos da nação iraniana, está o de salvar o povo americano de seu governo repressivo". Segundo ele, os EUA têm "a mais violenta repressão política".