Holandesas são libertadas após prisão por publicidade ilegal

Agência AFP

JOHANNESBURGO - As duas holandesas detidas nesta quarta-feira por participar de uma campanha publicitária ilegal durante uma partida da Copa do Mundo foram libertadas após pagamento de fiança, por decisão de um tribunal de Johannesburgo.

As duas pagaram uma fiança de 10.000 rands (cerca de 1.000 euros) e foram soltas, mas deixaram seus passaportes com as autoridades, explicou à AFP o porta-voz da polícia Vishnu Naidoo.

Elas foram acusadas de infringir o regulamento sobre exclusividade, que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) utiliza para proteger os direitos de seus patrocinadores e parceiros oficiais.

São acusadas de organizar a ida a um estádio da Copa de cerca de trinta jovens usando minissaias laranja, com as cores de uma cervejaria holandesa não autorizada pela Fifa a fazer publicidade.

O grupo foi assistir à partida entre Holanda e Dinamarca (1-0) na segunda-feira, no Soccer City, e chamaram a atenção das câmeras de televisão cantando e dançando.

As minissaias foram distribuídas de brinde na compra da cerveja Bavaria na Holanda.

"A Fifa apresentou uma denúncia contra as organizadoras da emboscada de marketing, mas não envolveu as demais "mulheres envolvidas" na operação, revelou o porta-voz da Federação Internacional de Futebol, Nicolas Maingot.

A decisão foi qualificada de "insensata" pelo ministro holandês das Relações Exteriores, Maxime Verhagen.

"É insensato que uma pena de prisão recaia sobre duas mulheres que usaram saias da cor laranja em um estádio de futebol", disse Verhagen, ao comentar o processo contra as holandesas envolvendo a lei de defesa da propriedade intelectual na África do Sul.

"Se a África do Sul ou a Fifa querem processar a agência de publicidade, devem abrir um processo contra a empresa e não contra simples cidadãs com saias laranjas", disse o ministro.