Governo colombiano pede para guerrilheiros se entregarem

Agência ANSA

BOGOTÁ - O comissário do governo da Colômbia para a paz, Frank Pearl, pediu hoje para os carcereiros dos quatro reféns das Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) resgatados no último domingo se entregarem à polícia para evitar que sejam sentenciados à morte pela guerrilha.

Segundo Pearl, quando ataques do Exército destroem um acampamento do grupo e resgatam reféns, os líderes das Farc buscam os culpados pela vulnerabilidade do cativeiro. A cúpula da guerrilha costuma julgar seus membros e condená-los a morte.

"Por isso nossa mensagem aos guerrilheiros das Farc é para que protejam sua vida, que busquem sua liberdade, que se mobilizem, que regressem à sociedade a qual pertencem e da qual nunca deveriam ter saído", disse o comissário.

Pearl explicou que, caso queiram se entregar, os guerrilheiros devem procurar os escritórios regionais da Defensoria do Povo, Igrejas católicas ou brigadas militares.

"Devem ter claro que, dentro das Farc, não tem vida, não há respeito de sua dignidade, não tem liberdade e agora, já que estavam encarregados de custodiar os sequestrados, correm um grande perigo porque vão ser procurados para serem assassinados", ressaltou.

No último domingo, no marco da "Operação Camaleão", realizada pelo Exército em uma área florestal nas proximidades da cidade de Calamar, localizada no departamento (estado) de Guaviare, foram resgatados o general Luis Mendieta, o coronel Enrique Murillo, o sargento Arbey Delgado Argote e o coronel William Donato Gómez.

Eles haviam sido sequestrados em 1998, durante ataques da guerrilha a bases militares. Mendieta era o oficial de mais alta patente em poder das Farc.

O resgate de Mendieta, Murillo e Argote foi anunciado no domingo pelo presidente Álvaro Uribe, enquanto o de Gómez foi divulgado na manhã de segunda-feira. O coronel estava junto com o trio, mas, durante a ação dos militares, fugiu com medo de que a guerrilha o recapturasse.