Em Paris, Dilma Rousseff é recebida por Sarkozy

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foi recebida quarta-feira pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, em encontro no Palácio Eliseu, em Paris, no segundo dia de um tour que a ex-ministra faz pela Europa.

À imprensa, Dilma lembrou que França e Brasil trabalham juntos no âmbito do G20 (grupo que reúne os países emergentes e mais desenvolvidos do mundo) para a reforma do do sistema financeiro mundial, abalado pela crise financeira de 2008. A petista disse ainda que conversou sobre o avanço das relações entre Brasil e França que, segundo ela, evoluíram cada vez mais .

Entre os negócios a serem fechados entre Brasil e França está a possível compra de aviões de caça Rafale, da empresa francesa Dassault, que compete com os F/A-18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Gripen NG, da sueca Saab.

Dilma também se encontrou quarta-feira com líderes do Partido Socialista francês opositores a Sarkozy e recebeu o apoio da primeira secretária dos socialistas, Martine Aubry.

Apesar do aparente bom relacionamento entre Brasil e França, recentemente a diplomacia francesa contrariou interesses do Brasil no Conselho de Segurança da ONU, votando a favor da aprovação de sanções ao Irã. Em outra situação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Sarkozy que telefonasse para o líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, para agradecer pela libertação de uma francesa que foi presa em Teerã, e colocada em liberdade por influência de Lula. O telefonema de Sarkozy nunca aconteceu.

A agenda de Dilma na Europa prossegue quinta-feira, em Bruxelas, com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.

No Brasil, o PCdoB confirmou quarta-feira apoio oficial à ex-ministra.

Para Marina, Brasil não precisa de continuador de Lula

A candidata a Presidência pelo PV, Marina Silva, afirmou quarta-feira que o presidente Lula precisa de um sucessor e não de um continuador . A afirmação foi feita durante sabatina do jornal Folha de S. Paulo e do portal UOL. Quando o assunto foi meio ambiente, nem o tom moderado fez com que Marina poupasse das críticas os seus principais adversários, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

O presidente Lula aprendeu a dor e a delícia de ser o que é, com dificuldades que entendo que precisam ser superadas. E é por ele não ter sido capaz de enfrentar todas, que ele precisa de um sucessor, não de um continuador criticou Marina, citando Caetano Veloso.

Para ela, não há diferença entre seus principais adversários nas eleições quando se trata de preservação ambiental.

Dilma e Serra são totalmente parecidos, têm uma visão desenvolvimentista, crescimentista.

A candidata evitou comparações com Dilma Rousseff para não ser tachada, em suas próprias palavras, de coitadinha .

Questionada sobre Sarney Filho, aliado e correligionário da candidata, Marina afirmou que não se pode jogar o peso da vida política do pai (o presidente do Senado, José Sarney) nas costas do filho.

Contrária ao casamento entre homossexuais, Marina diz reconhecer o direito à união civil entre eles. Sobre o aborto, que ela também é contra, prefere que a sociedade decida.