Ahmadinejad chama de arrogantes países que votaram a favor das sanções

Agência Brasil

BRASÍLIA - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou hoje (16) as críticas aos países que votaram favoravelmente às sanções no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Ahmadinejad chamou de o mundo de potências arrogantes os líderes do bloco que votou em favor das imposições. As informações são da imprensa iraniana, a agência Irna.

Para Ahmadinejad, a resolução das Nações Unidas teve o objetivo de proteger os 12 países que votaram favoravelmente às medidas. No último dia 9, dos 15 integrantes do Conselho de Segurança, 12 votaram a favor das medidas contra o Irã. Apenas o Brasil e a Turquia foram contrários às sanções. O Líbano se absteve.

Segundo o presidente do Irã, a resolução tornou-se um instrumento nas mãos dos poderes arrogantes . As medidas devem afetar especialmente as áreas comercial e militar do país. Serão intensificadas as fiscalizações aos navios de bandeira iraniana e proibida a venda de armas pesadas, por exemplo.

Em reação às críticas de parte da comunidade internacional sobre a ausência de liberdade de expressão no Irã, Ahmadinejad rebateu afirmando que o problema existe também nos Estados Unidos - que lideraram a campanha contra o Irã no Conselho de Segurança.

O povo norte-americano não tem a liberdade de expressão pois não pode escrever uma palavra contra os crimes do regime de Israel ou políticos dos Estados Unidos , disse.

Para o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã, Ramin Mehmanparast, a aprovação das sanções foi baseada em um quadro equivocado sobre o que se passa no país. Nós somos um membro da Aiea [Agência Internacional de Energia Atômica] e signatários do TNP [Tratado de Não Proliferação de Armas] comprometidos com as atividades pacífica e a adesão às questões do tratado, como o desarmamento , disse.

Segundo Mehmanparast, para conquistar avanços, o Irã necessita ter acesso à tecnologia nuclear. Economicamente, a energia nuclear tem aplicações nos domínios da energia, indústria, agricultura e medicina , disse ele.