Assessor chinês de Strauss-Kahn quer que Ásia exporte menos

Agência AFP

WASHINGTON - Zhu Min, o assessor especial do diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), defendeu nesta terça-feira um novo modelo de crescimento econômico na Ásia, que se baseie menos nas exportações.

Em entrevista ao jornal do FMI, Finance & Development, Zhu, de nacionalidade chinesa, afirmou que "os desequilíbrios perturbam, agora, a economia mundial". Segundo ele, nos últimos cinco anos vimos alguns países apresentarem um excedente constante, e outros, um déficit constante", declarou, sem citar nenhum país.

"É evidente que necessitamos uma cooperação mundial em relação a isto. É preciso fazer várias coisas. Os países com déficit devem consumir menos e poupar mais, importando menos, e favorecendo suas exportações. Os países com excedente deveriam consumir mais, exportar menos, e importar mais para manter um equilíbrio", recomendou Zhu.

"A Ásia deve repensar seu modelo de crescimento, fugindo daquele que é arrastado pelas exportações. Mas precisamos encaminhar para um modelo estimulado pelo consumo interno para que o crescimento seja muito mais equilibrado e durável", acrescentou.

Zhu, que foi vice-presidente do banco central chinês, assumiu as funções em maio como assessor de Dominique Strauss-Kahn, permitindo a seu país obter um posto na hierarquia da instituição multilateral.