Irã: as sanções da ONU vão "para o lixo", afirma Ahmadinejad

Agência AFP

DUCHAMBE - As novas sanções do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã, condenado por sua política nuclear, "não valem um centavo" e devem ir "para o lixo", declarou nesta quarta-feira o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad citado pela agência de notícias Isna.

Ahmadinejad falou para a Isna a partir do Tadjiquistão, que está visitando.

"Disse a um deles (representantes das potências): estas resoluções votadas são só lenços usados e devem ir para o lixo", insistiu o presidente iraniano, minutos depois do anúncio da votação no Conselho de Segurança.

O Conselho de Segurança da ONU infligiu nesta quarta-feira sanções ao Irã, pela quarta vez desde 2006, para tentar convencer o país a suspender suas atividades nucleares sensíveis e tranquilizar a comunidade internacional sobre a natureza pacífica de seu programa.

As novas sanções "não são capazes de atingir os iranianos", afirmou Ahmadinejad. "Somos pacientes, resistiremos", disse.

"Os que continuam a votar resoluções contra nós a pretexto de que o Irã poderia construir uma bomba atômica no futuro são justamente os que possuem bombas atômicas, já as utilizaram, estocando-as ou ameaçando outros", acrescentou o presidente iraniano.

Antes, o porta-voz do ministério iraniano das Relações Exteriores, Ramin Mehmanparast considerou a resolução do Conselho de Segurança da ONU, que submete o Irã a novas sanções, um passo "incorreto" que "complica ainda mais a situação".

"A resolução é um passo incorreto", declarou o porta-voz, segundo o canal de televisão Al-Alam, acrescentando que "não é construtivo nem eficaz".

Pouco antes da votação, o negociador iraniano do dossiê nuclear, Saïd Jalili, havia advertido as grandes potências contra esta decisão.

"O caminho do confronto terá, por consequência, uma reação firme do Irã", declarou Jalili citado pela agência oficial iraniana Irna.

"O caminho do confronto (...) levará a um impasse, será um fracasso e terá um custo elevado e inútil para os que a escolherem", afirmou.