Antiga fábrica de Schindler, refúgio de diversos judeus, vira museu

Agência AFP

VARSÓVIA - Uma antiga fábrica de Oskar Schindler, salvador de vários judeus durante a ocupação alemã em Cracóvia, no sul da Polônia, será transformada em museu a partir de quinta-feira, informou a prefeitura nesta quarta-feira.

"Uma filial do Museu Histórico da Cidade de Cracóvia será inaugurada nesta quinta-feira à noite na fábrica Emalia de Oskar Schindler", informou à AFP a diretora do museu, Marta Smietana.

Uma exposição multimídia sobre a vida cotidiana de Cracóvia durante a Segunda Guerra Mundial, de 1939 a 1945, será aberta ao público a partir de sexta-feira no local, precisou.

Oskar Schindler, um alemão da Tchecoslováquia, membro do Partido Nazista, que queria ficar rico rapidamente beneficiando-se da guerra, não poupou esforços para salvar os judeus que trabalhavam para ele em sua fábrica cracoviana de utensílios de cozinha esmaltados.

Próximo ao fim da guerra, ele gastou toda a fortuna que havia acumulado durante seus negócios com o exército nazista para alimentar seus empregados e subornar os agentes da SS que queriam matá-los.

Dessa forma, ele salvou mais de mil judeus, inscrevendo cada um na lista de funcionários que prestavam serviços indispensáveis para o exército alemão.

Morreu no anonimato, na Alemanha, em 1974, com 66 anos. Foi retirado do esquecimento pelo escritor australiano Thomas Keneally e depois pelo diretor americano Steven Spielberg que produziu um filme de renome mundial sobre sua história, "A Lista de Schindler" de 1993, que ganhou sete Oscars.