Família imaginava que brasileira pudesse ser detida por Israel

Portal Terra

SÃO PAULO - O enteado da cineasta e ativista Iara Lee, George Gunt Junior, disse que a família já esperava que ela pudesse ser presa na viagem do comboio de ajuda humanitári a Gaza. - A gente imaginou que ela pudesse ser detida antes de chegar a Gaza - afirmou. Mas, segundo Gunt, eles "não esperavam a posição que Israel tomou", em relação ao ataque dos militares às embarcações.

George afirmou que Iara já havia sido presa em Israel em 2002, por estar com uma lista de contatos, com membros suspeitos ao governo.

Segundo Gunt, ele tem uma "relação de família" com Iara. O enteado chegou nesta terça-feira ao Brasil, onde mora, mas estava nos Estados Unidos, quando tudo aconteceu. "Meu pai estava muito abalado, estava difícil de ver ele daquele jeito", disse ele, que foi passar uma temporada com a família em Nova York.

A informação que Gunt tem é de que a embaixada do Brasil entrou em contato com o seu pai, para dizer que Iara está bem. "A Iara se recusou a sair do país, acho que ela vai ser deportada hoje", afirmou. De Israel, Gunt acredita que a ativista vá para os EUA e depois para o Brasil. Segundo ele, a demora para notificar a família sobre o estado de Iara, foi porque ela estava com um passaporte dos EUA. "O governo brasileiro fez ótimo trabalho", disse Gunt.

Perguntado sobre como a família encara o trabalho de Iara após o ocorrido, Gunt respondeu que o apoio é à paz buscada pela ativista. "A família toda sabe que é o caminho que a Iara escolheu, a gente sabe que ela é pacifista e que não apoia nenhuma luta armada, por isso a gente apoia", disse ele.

George Gunt costuma acompanhar a mulher nas viagens, segundo Gunt Junior. Mas, desta vez, ele havia passado por uma cirurgia e não estava em condições de viajar.