Itália pede explicações a Israel sobre ataque contra frota humanitária

Agência ANSA

ROMA - A Itália condenou e cobrou explicações sobre o ataque de militares israelenses contra uma frota que incluía navios turcos e gregos que tentavam levar ajudas humanitárias à Palestina, em uma ação que deixou pelo menos 19 mortos.

"É um fato absolutamente grave", disse o ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini, afirmando que lamentou "o assassinato de civis", e relatando ser "indispensável que uma investigação revele a verdade dos fatos" através de "um inquérito sério e detalhado".

As embarcações transportavam membros da organização Frota da Liberdade, além de outros ativistas, entre os quais ao menos cinco italianos. Os navios procuravam chegar à Faixa de Gaza quando foram interceptados, ainda em águas internacionais.

A confirmação de que ao menos 19 pessoas morreram na operação foi dada pelas Forças Armadas de Israel, enquanto que o grupo islâmico Hamas, que denunciou o ataque, cita um número mínimo de 20 vítimas fatais.

Porta-vozes de Telaviv argumentaram que os soldados atuaram em legítima defesa, pois os ativistas teriam reagido de forma violenta ao serem interceptados, usando armas de fogo e facas. De acordo com a Al Jazeera, pelo menos dez militares ficaram feridos na ação.

O comandante da Marinha israelense, Eliezer Marom, alegou que o ataque foi feito contra um dos seis navios da frota, o "Mavi Marmara", de bandeira turca, que levava 600 pessoas a bordo. Segundo ele, as demais embarcações não reagiram à tomada de controle.

À imprensa, Frattini relatou ter conversado na manhã de hoje com o embaixador do país judeu em Roma, Gideon Meir, pedindo-lhe justificativas sobre o assalto. "Israel deve dar explicações à comunidade internacional", assinalou o ministro.