Sobe para 80 número de mortos em atentado em trem na Índia

Agência AFP

NOVA DÉLHI - Pelo menos 80 pessoas morreram no descarrilamento de um trem de grande velocidade que fazia o trajeto entre Calcutá e Mumbai nesta sexta-feira, a leste da Índia, em uma ação de sabotagem atribuída aos rebeldes maoístas pelas autoridades. Na ação, 120 pessoas ficaram feridas.

Num primeiro momento, um grupo apoiado pelos rebeldes, o "comitê popular contra as atrocidades policiais", reivindicou o atentado em uma ligação telefônica à agência de notícias Press Trust of India (PTI).

Mas, horas depois, um porta-voz de um grupo acusado desmentiu qualquer responsabilidade no descarrilamento. "Não estamos implicados em nada. Não se trata de uma ação nossa", declarou o porta-voz do grupo, Asit Mahato, citado pela PTI.

O acidente aconteceu aproximadamente à 1h30 (5h de Brasília) no distrito de Midnapore Ocidental, um reduto maoísta que se encontra 135 km a oeste de Calcutá, a capital de Bengala Ocidental.

O trem, cheio de passageiros adormecidos, descarrilou e bateu contra um trem de carga. "É um claro ato de sabotagem. Os maoístas fizeram isso", declarou pouco depois da catástrofe o chefe da polícia do Estado de Bengala Ocidental, Bhupinder Singh. "Encontramos panfletos maoístas no local", declarou.

Um primeiro balanço médico falava de 30 mortos e as primeiras informações se referiam à hipótese de uma explosão provocada pelo descarrilamento, mas fontes policiais indicaram ter descoberto que placas metálicas usadas para unir seções da via férrea haviam sido retiradas do lugar.

Equipes de médicos e socorristas tentavam atender os feridos no local da catástrofe enquanto que as vítimas em estado mais grave eram transportadas por helicópteros da polícia. Um sobrevivente, Ranjit Ganguly, explicou que foi jogado para fora do vagão, mas que seu filho e sua filha ainda estavam entre as ferragens.