Bird aprova redistribuição de poder em favor dos países emergentes

Agência AFP

WASHINGTON - Os 186 membros do Banco Mundial (Bird) concordaram em redistribuir as cotas de poder interno em favor dos países emergentes e em desenvolvimento, anunciou neste domingo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner.

"Junto a um capital reforçado e a reformas profundas, também chegamos a um acordo para um novo corpo de acionistas do Banco Mundial, que representa um grande passo adiante para melhorar a estrutura de gestão do Banco", declarou Geithner ao Comitê de Desenvolvimento do Bird (assembleia semestral do organismo).

"A nova fórmula refletirá melhor o peso dos países em desenvolvimento e em transição ma economia global, ao mesmo tempo que protege a voz dos países menores e mais pobres", completou o secretário do Tesouro, segundo o discurso distribuído com antecedência por seu gabinete.

"Porque acreditamos que este resultado merece nosso apoio decidido, os Estados Unidos concordam em não assumir toda a participação acionária que lhe corresponderia sob este novo acordo", acrescentou.

"Nos últimos meses, o Banco Mundial apresentou argumentos fortes e convincentes para uma nova injeção de capital de 3,5 bilhões de dólares", recorda Geithner.

O princípio de uma ampliação de capital e de novas regras internas do Banco foram estabelecidos dentro do grupo de países ricos e emergentes (G20) após a recente crise financeira.

"Concordamos esta semana em pedir nossa parte deste financiamiento ao Congresso", completou o secretário do Tesouro.

Outra ampliação de capital permitirá aumentar a participação de alguns países até agora subrepresentados, por um valor de 1,5 bilhão de dólares, na qual os Estados Unidos não terão participação.