Obama lembra massacre de armênios mas evita menção a "genocídio"

Agência AFP

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lembrou, este sábado, o aniversário do massacre de armênios em 1915 pelo Império Otomano, e reiterou seu apoio ao diálogo para acabar com a histórica controvérsia entre Armênia e Turquia, segundo um comunicado da Casa Branca.

Obama qualificou os massacres de 1915-1917 como "uma das piores atrocidades do século XX", mas evitou utilizar a palavra "genocídio", assim como em sua mensagem do ano passado, quando gerou a ida da diáspora armênia depois de prometer em sua campanha de 2008 que se chegasse à Casa Branca reconheceria o genocídio desse povo nas mãos dos turcos-otomanos.

"Minha visão não mudou", assegurou Obama em um comunicado que lembrou o 95° aniversário do massacre.

Depois de décadas de hostilidades, Turquia e Armênia assinaram em outubro de 2009 dois protocolos históricos que prevêem relações diplomáticas e a reabertura de sua fronteira comum, mas na quinta-feira passada o governo de Ierevan decidiu frear o processo de ratificação, acusando Ancara de querer impor condições prévias.

O massacre de armênios entre 1915 e 1917, durante o Império Otomano, deixou um milhão e meio de mortos, segundo os armênios, e entre 250.000 e 500.000 segundo a Turquia, que se recusa a aplicar o conceito de "genocídio" ao fato, o que já foi reconhecido por Argentina, Venezuela, Uruguai, França, Canadá e pelo Parlamento Europeu.