Ahmadinejad acusa Ocidente de querer "destruir" economia do Irã

Agência AFP

ZIMBABUÉ - O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, acusou nesta sexta-feira as potências ocidentais de querer "destruir" a economia de seu país e a do Zimbábue, onde faz uma visita de dois dias.

"Nossos países têm uma amarga experiência da intervenção das grandes potências. Tentam entrar nos mercados dos nossos países e destruir nossas economias", declarou o presidente, ao inaugurar uma feira comercial em Bulawayo (sudoeste), a segunda cidade do país.

"Alguns países opressores e arrogantes (...) se comportam muito mal. Tentam monopolizar os recursos mundiais", mas "as nações do mundo, entre elas o Zimbábue e o Irã, decidiram resistir", acrescentou.

Seu colega zimbabuano, Robert Mugabe, de 86 anos, estava ao seu lado, mas não tomou a palavra.

Na quinta-feira, Ahmadinejad "condenou" as "pressões satânicas" sobre o Irã e o Zimbábue, durante jantar com Mugabe em Harare.

O Conselho de Segurança da ONU discute atualmente a adoção de novas sanções contra o Irã. As potências ocidentais suspeitam que Teerã quer dotar-se com arma nuclear, o que a república islâmica nega taxativamente.

O regime de Mugabe, acusado de violar os direitos humanos, é objeto, por sua vez, de sanções ocidentais desde a questionada reeleição do chefe de Estado, em 2002.