Acordo de paz no Oriente Médio deve ser tema de Lula e Michel Sleiman

Agência Brasil

BRASÍLIA - As alternativas por um acordo de paz no Oriente Médio devem predominar na conversa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente do Líbano, Michel Sleiman, nesta quinta-feira, em Brasília. Na semana passada, o libanês convocou uma reunião de emergência em meio à ameaça de acirramento da crise causada pela acusação dos israelenses de que sírios estavam colaborando para o aparelhamento do Hezbollah que participa do governo de União Nacional do Líbano.

Sleiman vem ao Brasil para passar cinco dias. Depois de Brasília, ele irá a São Paulo e ao Rio de Janeiro. Em pauta, os esforços para a ampliação do comércio bilateral, aproveitando que vive no Brasil a maior colônia libanesa do mundo cerca de 8 milhões de pessoas e que há previsão de crescimento de 7% da economia do Líbano.

Na semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, reuniu-se com Sleiman e seu primeiro-ministro, Saad Hariri. Na ocasião, ele ganhou de presente de Jorge a camisa da Seleção Brasileira de Futebol, na qual estava escrito nas costas Sleiman .

Na última sexta-feira, interlocutores de Sleiman disseram que ele está com expectativas em relação à visita ao Brasil. O libanês afirmou que Lula merece sua atenção por dois episódios: em 2006, quando houve o último confronto armado na região, o governo do Brasil ajudou a retirar brasileiros, libaneses e estrangeiros que estavam na área.

A outra razão é que Lula foi o primeiro chefe de Estado a visitar Sleiman após sua eleição, em maio de 2008. Porém, o presidente libanês reconheceu estar com dificuldades para atender a todos os convites dos libaneses que moram no Brasil e querem que ele conheça suas casas e comércio.

Segundo analistas de comércio exterior, as relações bilaterais entre o Brasil e o Líbano se caracterizam por estreitos laços familiares e pessoais. Historicamente, o governo brasileiro tem se solidarizado ao longo dos anos com os libaneses em decorrência de seus contínuos e permanentes conflitos. As relações diplomáticas e comerciais tiveram início por volta de 1920.