Funcionários da EFE fazem dois dias de greve em defesa de salários

Agência AFP

MADRID - Os sindicatos da agência EFE convocaram uma greve de dois dias, nestas quinta e sexta-feira, em defesa dos salários dos empregados.

Os sindicatos se opõem a uma proposta feita pela direção para reduzir os salários entre 4 e 8% em 2010, 2011 e 2012, exceto para os mais baixos, e teriam em contrapartida a garantia de manter o quadro de funcionários durante estes três anos além de mais dias de férias.

A EFE, muito presente na América Latina, se vê afetada pela crise nos meios de comunicação e sofreu em 2009 perdas de 1,6 milhão de euros (2,1 milhões de dólares). Prevê que 2010 seja outro ano difícil e quer reduzir seus gastos.

"Temos que reduzir os custos salariais, que representam 70% dos gastos", informou nesta quarta-feira à AFP uma porta-voz da direção da EFE, confirmando a greve.

Lembrou que a EFE, além da redução de seus lucros por seus serviços aos meios de comunicação, sofre em 2010 uma redução de mais de 2 milhões de euros da contribuição do Estado espanhol, que representa cerca de 40% de seus lucros (cerca de 100 milhões de euros em 2009).

A agência emprega cerca de mil pessoas, entre elas 650 jornalistas, que negaram em um referendo na última semana a redução de salários, ao mesmo tempo em que pediram a prorrogação da mudança da sede da EFE para um distrito menos central de Madri.

Vários grupos de imprensa espanhóis, como a PRISA, impuseram reduções de salários ou realizaram cortes em seus quadros de funcionários em 2009. Cerca de 3 mil jornalistas espanhóis perderam seus empregos desde o início da crise, em 2008, que provocou uma redução dos lucros publicitários.