Brasileiros que ficaram retidos na Bolívia chegam ao Chile

Agência Brasil

SANTIAGO - Os quatro brasileiros que ficaram retidos na Bolívia em um protesto de trabalhadores já deixaram o País e se abrigaram no Chile. A informação é do Ministério de Relações Exteriores (MRE), que recebeu a notícia de parentes dos turistas brasileiros.

Na tarde desta quarta-feira, a Embaixada do Brasil na Bolívia pediu às autoridades locais cuidados redobrados para garantir a integridade física dos brasileiros que estavam retidos na estrada que liga Potosí ao Salar de Uyuni. Entre as pessoas retidas, estavam os irmãos Marcos e Bruno Tossin, Herotides Ruiz Arruda e Diogo Arruda, filho de Harotides. Todos são de Curitiba.

A retenção ocorreu devido a uma manifestação de trabalhadores bolivianos contrários à atuação da mineradora San Cristóbal, de capital japonês, na região. A mineradora explora níquel, estanho, lítio e prata na região.

De acordo com o conselheiro da embaixada brasileira Carlos França, não houve hostilidade contra o grupo de 90 turistas, incluindo os brasileiros, que se dirigiam ao Salar de Uyuni. Ele informou que a manifestação em nada lembrou os violentos protestos contra o governo de Evo Morales ocorridos há dois anos.

"Não há conflito. Não há aquele clima de batalha campal. Além disso, não se trata de um ataque a brasileiros ou a turistas. O que está ocorrendo é uma questão local. São trabalhadores que protestam contra a presença dessa grande mineradora. Nossa preocupação é no sentido de garantir a integridade dos brasileiros", destacou o conselheiro.

A estrada, que foi bloqueada em cinco pontos, sai da cidade de Potosí, passa pelo portal do Salar de Uyuni e vai até a fronteira com o Chile. O grupo de turistas ficou retido desde terça-feira (20) na região também conhecida como Deserto do Sal, no Sul da Bolívia.

A mãe de Marcos e Bruno, Rosemaria Tossin, em entrevista à TV Brasil, disse esperar que os filhos voltem bem para casa. "Eu quero que eles voltem ao Brasil como eles foram, felizes. Eles estavam programando essa viagem há muito tempo, foi uma viagem de férias", disse.

Ela disse que se tranquilizou por saber que não se trata de um ataque terrorista. "Eu fui informada de que são reivindicações de trabalhadores, e não de terroristas. É uma reivindicação social e nos alenta. Que não prejudiquem, não maltratem as pessoas, e sim chamem o mundo às suas reivindicações. Eu acredito, se Deus quiser, que tudo vai dar certo", disse a mãe.