Justiça argentina dá parecer sobre último presidente militar do país

Agência Brasil

BUENOS AIRES - A Justiça da Argentina encerra nesta terça-feira o julgamento do último presidente militar do país, Reynaldo Bignone. Ele é acusado de crimes de lesa humanidade cometidos na guarnição de Campo de Mayo, onde foram instalados quatro centros de tortura e uma maternidade clandestina durante o período da ditadura, que durou de 1966 a 1973.

O julgamento de Bignone e outros seis acusados por crimes de invasões e prisões ilegais, além de tortura a 56 pessoas, começa agora de manhã na jurisdição de San Martin, em Buenos Aires. O resultado, segundo a agência oficial de notícias Telam, deverá ser divulgado às 16h.

Reynaldo Bignone, de 81 anos, cumpre prisão domiciliar. De acordo com seus advogados, Bignone deseja usar o direito de falar perante os juizes, antes da divulgação da sentença. Se condenado, o ex-ditador poderá cumprir pena de 25 a 50 anos de prisão.