Chávez e Correa consideram declarações de Santos como uma ameaça

Agência ANSA

CARACAS - Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e do Equador, Rafael Correa, qualificaram como uma "ameaça" as declarações do ex-ministro da Defesa da Colômbia e candidato governista à presidência, Juan Manuel Santos, sobre o combate à criminalidade fora das fronteiras de seu país.

Durante a IX Cúpula da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), realizada na capital venezuelana, Caracas, Chávez recordou as afirmações de Santos publicadas recentemente na imprensa, nas quais ele se dizia "orgulhoso" por ter ordenado uma incursão militar em território equatoriano e defendia a perseguição de "terroristas onde eles estiverem".

A ação militar ordenada por Santos ocorreu em 1 de março de 2008, quando o candidato ainda era ministro, e foi realizada pelo Exército de Bogotá contra um acampamento da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Equador.

A operação causou a morte de 26 pessoas, entre elas o então número dois do grupo armado, Raúl Reyes, além de fazer com que Equador e Colômbia rompessem relações diplomáticas. Em meio a esta crise, Caracas, por sua vez, ficou ao lado de Quito.

Logo após o ataque, a Justiça equatoriana abriu um processo contra Santos e outros três funcionários colombianos ligados às forças de segurança do país.

Durante a Cúpula da Alba, Chávez também advertiu que uma eventual "agressão militar colombiana contra o Equador, como ocorrido quando se bombardeou o acampamento do chefe das Farc Raúl Reyes também seria uma agressão contra a Venezuela".

Santos lidera as pesquisas de intenção de votos na Colômbia, que elegerá seu novo presidente no próximo dia 30 de maio. O ex-ministro da Defesa do governo de Álvaro Uribe detém 30% da preferência do eleitorado. O candidato do Partido Verde, Antanas Mockus, é o segundo colocado, com 20%.