Chefes da Al Qaeda mortos no Iraque

Jornal do Brasil

BAGDÁ - O Exército americano confirmou segunda-feira a morte dos dois principais chefes da Al Qaeda no Iraque, Abu Omar al-Bagdadi e Abu Ayyub al-Masri, durante operações realizadas no domingo ao norte de Bagdá. Segundo o vice-presidente americano, Joe Biden, a morte dos dois chefes da organização terrorista no Iraque representou um golpe devastador para a rede extremista.

Abu Hamzah al-Muhajer, conhecido pelo nome de Abu Ayyub al-Masri, era o chefe militar da Al Qaeda, e Hamid Daud Muhammad Khalil al-Zawi, conhecido como Abu Omar al-Bagdadi, era o chefe do chamado Estado Islâmico do Iraque (ISI) criado em 2006. Bagdadi tinha o título de Príncipe da Fé .

Masri e Bagdadi mantinham contatos diretos com Osama bin Laden e morreram em um confronto com agentes iraquianos e militares americanos 10 km a sudoeste de Tikrit, um bastião sunita situado 160 km ao norte de Bagdá, na província de Salaheddin.

Duro golpe

A morte deles é potencialmente devastadora para a Al Qaeda no Iraque declarou Biden, a quem o presidente Barack Obama encarregou de preparar a retirada do Exército americano do Iraque, ocupado desde a invasão dos Estados Unidos, no início de 2003.

Biden também afirmou que esta operação demonstra a crescente potência e capacidade das forças de segurança iraquianas.

Quero sublinhar essa importante etapa: o povo iraquiano se levanta contra aqueles que lhe negam paz, liberdade e segurança completou. Na minha opinião, essa operação é a prova de que o futuro do Iraque não será determinado por aqueles que tentam destruir o país.

Os Estados Unidos invadiram o Iraque no início de 2003, alegando que esse país possuía armas de destruição em massa. As supostas armas nunca foram encontradas, mas desde então os americanos mantêm tropas ali.

Recontagem

A Comissão Eleitoral no Iraque ordenou a recontagem dos votos em Bagdá depois do pedido do atual primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que questiona os resultados das legislativas de 7 de março.

Ao proclamar os resultados oficiais, a Comissão Eleitoral anunciou, no fim de março, que o Bloco Iraquiano do ex-chefe de governo laico Iyad Allawi havia obtido 91 cadeiras no Parlamento, contra 89 da Aliança pelo Estado de Direito (AED) de Maliki, de um total de 325 cadeiras.

Maliki não reconheceu a derrota e afirmou que os resultados das eleições não eram definitivos.